ANEXOS



Anexo I

Anexo II

Anexo III







Anexo I



Breve histórico dos funcionários da FERTISA que trabalhavam nas obras da
Fábrica de Fosfato Natural de Araxá e que participaram da construção do Catetinho



  1. Rubens de Lucca: Mecânico de máquinas pesadas (trator, patrol, escavadeira). Trata-se de um excelente profissional com habilidade em reparos de bombas e bicos injetores. Este funcionário foi de Araxá a Brasília dirigindo o caminhão FORD F-350 (tamanho 3/4), ano 1955, placa 7-53-88. Neste veículo foram transportados uma betoneira, um aparelho de solda e seus acessórios. Nascido em Leopoldina – MG, casou-se com a Sra. Gelza Melo Franco de Lucca, de saudosa memória, nascida em Paracatu – MG, ex-professora da Escola Estadual Delfim Moreira. Sua filha, Rosângela Pereira Melo de Lucca, é professora na mesma escola. Rubens, depois de aposentar-se, dedicou-se por algum tempo às atividades de agropecuarista. Reside na rua Costa Sena, nº. 205, em Araxá.

  2. José Juvêncio: Poucos sabiam o seu nome verdadeiro, uma vez que era mais conhecido por Marcha-Ré. Casou-se com a Sra. Valdete. Vindo de Belo Horizonte, a convite do Dr. Roberto Penna, iniciou suas funções na FERTISA como escavadeirista. Posteriormente, passou a exercer atividades de mecânico de máquinas pesadas (escavadeira e trator) na gestão da CAMIG.

  3. Ramiro Moreira: Exerceu com dedicação e eficiência a função de pedreiro, destacando-se pelo seu bom relacionamento com os colegas de trabalho e com a administração da empresa. Residia no antigo bairro Chapada, próximo ao "Cruzeiro", localizado numa antiga praça em frente à entrada lateral da atual subestação da CEMIG, no início da avenida Geraldo Porfírio Botelho.1 A casa onde morava foi demolida pela Prefeitura e o terreno cedeu lugar à construção de uma rotatória. Em compensação, a Prefeitura construiu para ele uma casa nova, próxima à primeira, situada na avenida Imbiara, nº. 2.000, ao lado da APAE. Mais tarde, essa rotatória foi ampliada e modificada e está localizada no entroncamento das avenidas Imbiara, Geraldo Porfírio Botelho e Tancredo Neves, na saída para Franca. Em sua residência funcionava um bar dirigido por sua mulher, Josina Ubaldina Moreira, conhecida carinhosamente por D. Josa, muito estimada pelos moradores da região, especialmente, pelos funcionários da FERTISA. Tiveram seis filhos: Edsoni, Eversoni, Edna Lúcia, Wilson Jorge, Maria das Graças e Nádina. Sua filha Edna reside na avenida Prefeito Aracely de Paula, nº. 500.

  4. Alberto Radespiel: Exerceu as funções de carpinteiro e sub-encarregado de obra. Morou em uma mini-chácara, de sua propriedade, no bairro Santo Antônio, situada no final da rua Terêncio Pereira. Posteriormente, mudou-se para a rua Calimério Guimarães, nº. 822, ao lado do Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde, atualmente, residem suas filhas Sônia e Hilda. Foi casado com a Sra. Geralda Miguel Radespiel. Tiveram sete filhos: Hildeberto, Sônia, Ênio, Wilson, Sandra, Hilda e Alberto Júnior.

  5. Abrão Vaz da Silva: Exerceu as funções de trabalhador braçal e se dispunha a fazer, com prontidão, serviços gerais, por mais "pesado" que fosse. Residia no antigo "Corredor do Córrego de Sal", nas proximidades do local onde, mais tarde, a ARAFÉRTIL construiu sua antiga usina experimental na década de 1970. Sua mulher, Lídia Vaz da Silva, reside, atualmente, na rua Ananias Teixeira, n°. 563 no bairro Santa Rita. Tiveram dez filhos: Vanderlei, Vanilda, Maria Aparecida, Baltazar, Joana D’Arc, Divina, Vanda, Islei, Marilei e Mariluce.

  6. João Fausto Filho: Este funcionário, conhecido por Joca, nasceu na cidade de Açu, no Rio Grande do Norte. Ele foi criado em Caicó, no mesmo estado. Veio do Nordeste para Araxá num caminhão "pau-de-arara", sendo admitido na FERTISA, em 1954, como servente de pedreiro no início das obras de construção da Fábrica de Fosfato. À custa de muito serviço e esforço pessoal adquiriu um terreno na vila Silvéria (hoje, com a denominação de bairro), num dos primeiros loteamentos lançados em Araxá, na década de 1950. Era casado com a Sra. Marina Lídia Fausto. Nesse terreno, passou a cultivar verduras que eram vendidas em um carrinho de mão pelas ruas da cidade, para ajudar na construção de sua casa. Com o passar do tempo, foi comprando mais terrenos, até tornar-se proprietário de uma quadra inteira e, ainda, de outros lotes que adquiriu na mesma vila. Assim, contando sempre com a participação da mulher e a ajuda dos filhos, embora ainda menores, aumentou sua plantação de verduras, legumes, frutas, feijão, milho, mandioca, cará, inhame, abóbora, batata doce, alho etc. Posteriormente, ao exercer as funções de vigia noturno na fábrica, teve condições de dedicar mais tempo às suas plantações, passando a vendê-las numa carroça, em vez do carrinho de mão. Ao ser demitido da FERTISA, deixou a carroça e montou sua primeira banca de frutas e verduras na avenida Senador Montandon, nº, 610, onde atualmente funciona a oficina de conserto de radiadores do Ziquita (José Lázaro do Nascimento). Transferiu-se para um cômodo, na praça Dr. Ayres Maneira. A seguir, comprou uma casa na rua Belo Horizonte, entre o atual Sacolão Real e o antigo prédio da Farmácia Santa Mônica, onde passou a morar, instalando ali, também, a sua banca.

    Viagem de volta ao Nordeste: Após 23 anos sem voltar ao Nordeste e já se encontrando com a situação financeira melhorada, Joca planejou realizar um grande sonho de sua vida: comemorar o "Dia de Natal" ao lado de sua mãe, que residia na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. A seguir, pretendia ir até a cidade de Açu onde nascera e, também, a Maceió, em Alagoas, local de nascimento de sua mulher, para rever amigos e parentes. Avisada de seu regresso, sua mãe cuidou com carinho dos preparativos e "agrados". Dentre outras iguarias, fazia parte até carne de cabrito cozida e guardada em latas com gordura, à espera do filho que não via há muitos anos. Joca saiu de Araxá, no dia 19 de dezembro de 1976, dirigindo seu carro próprio, uma Kombi Volkswagen zero quilômetro, comprada naqueles dias, especialmente para aquela tão sonhada viagem. Acompanhado de sua mulher, filhos, genro e um neto, seguiu alegre, feliz e ansioso para chegar ao destino. Após quatro dias de viagem, já se encontrando no estado de Pernambuco, nas proximidades da cidade de Palmares, perto de Recife, faltando aproximadamente pouco mais de duzentos quilômetros para chegar à cidade de Natal, eis que acontece o inesperado. Logo após almoçarem em um restaurante, continuaram a viagem. Ao trafegarem poucos quilômetros, quando seguiam por uma reta da estrada, com velocidade moderada, sem nenhum outro veículo à sua frente ou atrás, simplesmente, Joca perdeu o controle da direção. Seu veículo saiu rumo ao acostamento, passando em cima de um buraco e, em seguida, tombando e rolando pelo terreno fora da estrada que possuía um pequeno declínio. Infelizmente, Joca faleceu no local do acidente, no dia 23 de dezembro de 1976, e os demais acompanhantes sobreviveram com alguns ferimentos. O seu sepultamento se deu no dia seguinte, na cidade de Natal, exatamente na véspera do "Dia de Natal", sob forte comoção e muita tristeza para seus familiares e todos aqueles que o esperavam, especialmente a sua mãe.

    Sua mulher, Marina, reside atualmente em Uberaba. O casal teve cinco filhos: Maria da Conceição Fausto, Valdo Fausto de Araújo, Adriana Francisca Fausto, Edmar Fausto e Edy Fausto. Este último reside em Araxá, na rua Joaquim Alves Ferreira, nº. 330, no bairro Urciano Lemos.2

  7. Paulo Müller: Mestre-de-obras. Foi casado com a Sra. Maria Ratzinger Müller, ambos austríacos. Ele nasceu em Tirol e ela em Viena. Tiveram oito filhos: Maria Josefina, Ana, Carlos, Eduardo, Mari, Hilda, Rudolfo e Luiz, todos nascidos no Brasil. Sua mulher foi enfermeira na Santa Casa de Misericórdia de Araxá e exerceu, ainda, a atividade de parteira nas residências particulares, antigo costume existente até então na cidade. O casal residiu por muitos anos no antigo bairro Chapada, no local onde funcionou o Supermercado Mark-in, atual Supermercado ABC, na avenida Aracely de Paula, nº. 985. Sua casa foi construída em um amplo terreno que abrangia o antigo esbarrancado conhecido por "Buracanã". Numa parte deste terreno, ainda moram dois de seus filhos: Rudolfo Vilson Müller, mecânico de auto-elétrica, na avenida Aracely de Paula, nº. 965, ao lado do citado supermercado; Carlos Paul Müller, aposentado e que também trabalhou na FERTISA como pedreiro, na travessa Maria Müller, nº. 20, situada nos fundos daquele supermercado. Paulo Müller trabalhou na FERTISA desde 1954, ocasião em que iniciaram as fundações das obras de construção da Fábrica de Fosfato, permanecendo até o término da montagem do equipamento industrial, em 1960, na gestão da CAMIG. Era um profissional com larga experiência na execução de obras de grande porte, bastante enérgico e exigente na qualidade dos serviços. Gozava de grande estima e admiração entre os operários, mercê de sua sensibilidade humana e do seu senso de justiça. Desfrutava bom conceito e confiança junto à administração da empresa. Sua atuação sobressaía-se pela energia, experiência profissional e praticidade que repassava a todos aqueles que com ele trabalhavam no dia-a-dia dos serviços. Ressalta-se que, durante a montagem do maquinário importado da Alemanha (1959-1960), o Sr. Paulo prestou uma contribuição valiosa auxiliando na interpretação das plantas e dos projetos. Ele traduzia para o português os textos e instruções escritos no idioma alemão. Isso facilitou em muito o trabalho do engenheiro João Carlos Costa, responsável técnico pela execução da montagem do equipamento industrial.

  8. Josué Ferreira da Silva: Admitido como ajudante de oficina, foi promovido ao cargo de mecânico em decorrência do seu bom desempenho profissional e da sua dedicação ao trabalho. Era sempre disposto, prestativo e trabalhava a qualquer hora do dia ou da noite, caso fosse necessário. Colaborava, ainda, como motorista, sem recusar qualquer tipo de serviço, mesmo não sendo afeto diretamente ao seu cargo. Era "pau pra toda obra". Vale ressaltar que esse funcionário, à custa de sua persistência e muita força de vontade, conseguiu conciliar o trabalho com os estudos e com a família, formando-se como Técnico em Contabilidade. Estudava à noite, na Escola Técnica de Comércio de Araxá. Foi o motorista de um dos caminhões marca NASH, ano 1954. No seu retorno a Araxá trouxe vários funcionários da FERTISA. Daí a alguns dias voltou novamente a Brasília no mesmo caminhão NASH, desta vez para buscar um gerador elétrico enorme, acessórios, ferramentas e também a máquina de escrever Remington Rand. Casado com a Sra. Diva Vinaud Ferreira, reside na rua Dr. Lopes Chaves, nº. 49. Tem cinco filhos: Eloísa, Aloísio, Elaíde, Lívia e Sérgio.

  9. Antônio Menezes: Pintor. Faltam dados informativos.

  10. Luiz Gonzaga Borges: Carpinteiro. Faltam dados informativos.

  11. Benedito Martins 2º: Este motorista foi identificado com o numeral 2º para que a sua documentação nos arquivos da empresa não fosse confundida com a de outro funcionário homônimo, registrado como Benedito Martins 1º. Após o termino da construção do Catetinho, Benedito voltou dirigindo o caminhão CITROËN. Todavia, esse funcionário retornou a Araxá no caminhão NASH, dirigido por Josué Ferreira da Silva que estava trazendo vários outros funcionários. Deixara o CITROËN para trás, devido a um problema mecânico no veículo. Durante a viagem de volta, a carcaça e as engrenagens da caixa de câmbio quebraram nas proximidades da cidade de Vianópolis, no estado de Goiás, impedindo o seu funcionamento. O caminhão ficou guardado em uma garagem naquela cidade durante um ano e um mês, só chegando a Araxá, no dia 10 de dezembro de 1957, conforme anotação no rodapé do documento apresentado no item 2.4.

  12. José Pedro da Silva: Este trabalhador braçal veio do Nordeste até Araxá, num caminhão "pau-de-arara", em meados da década de 1950. Depois de sua demissão da FERTISA, soube-se que o mesmo foi trabalhar em uma fazenda próxima à cidade de Perdizes, no local denominado Perdizinha, onde faleceu e foi sepultado.

  13. Antônio Jacinto Duarte: Esse funcionário exerceu com aptidão as funções de carpinteiro e residia na rua Bom Jesus, nº. 25. Foi casado com a Sra. Luzia Ferreira Benfica e tiveram oito filhos: Cesário Antônio Duarte, Osório Antônio Duarte, Ana Maria Duarte Veloso, Adélia Ferreira Barcelos, Wilma Aparecida Menezes, Dalva Ferreira Pereira, Antonio César Duarte e Paulo Célio Duarte.

  14. Sirilo Machado: Trabalhador braçal. Faltam dados informativos.

  15. Francisco Batista da Costa: Foi casado com a Sra. Maria Auxiliadora Batista. Sua mulher reside na rua Thieres Botelho, nº. 101. Era filho de Francisco Batista da Costa e Tereza Dutra Batista, de quem herdou um exemplo de vida honrada e de dedicação ao trabalho e à família. Conhecido popularmente por Ipi, aprendeu a profissão de carpinteiro com seu pai, Chico Batista. Trabalhou desde menino, ao lado do pai, juntamente com seu irmão, Mário Batista da Costa, na antiga oficina de carpintaria e marcenaria do Sr. Antônio Barreto. Essa oficina, uma das maiores da cidade, ficava ao lado da residência do proprietário, na rua Cônego Cassiano, nº. 799, próxima ao antigo "Largo do Rosário". São seus filhos: Francisco Antonio Batista, Aparecida de Fátima Batista, Cesário Batista, Maria Juliana Batista e Ailton José Batista.

  16. Joaquim Mariano de Lacerda: Trabalhador braçal. Faltam dados informativos.

  17. Fábio Facundo dos Santos: Foi admitido como trabalhador braçal, passando a exercer as funções de ajudante de oficina e, mais tarde, motorista. Foi casado com a Sra. Maria das Dores Evangelista, residente na rua Pepururé, nº. 323.

  18. Francisco França da Silva: Trabalhador braçal. Faltam dados informativos.

  19. José Antônio: Trabalhador braçal. Faltam dados informativos.

  20. Dimas Mário: Pedreiro. Foi casado com a Sra. Benedita Pereira de Andrade, residente na rua Achiles Nolli, nº. 237, bairro João Ribeiro. Tiveram nove filhos: Edson, Gerson, Nelson, Wilson, Adilson, Nilson, Célia, Maria Helena e Elis Regina. Era irmão da D. Josa, mulher de seu colega de serviço, Ramiro Moreira, citado no item 3 desta relação.

  21. Tobias Juvêncio da Silva: Este funcionário era irmão do Marcha-ré, mencionado no item 2 desta relação. Começou a trabalhar como lubrificador de máquinas pesadas (trator, escavadeira e patrol). Posteriormente, passou a exercer as funções de tratorista. Foi o funcionário que permaneceu mais tempo em Brasília, cerca de 50 dias, devido à sua participação no término da ampliação da pista do "campo de pouso" e nos melhoramentos de estradas próximas ao Catetinho. Tobias foi o último funcionário a retornar a Araxá, em 20 de dezembro de 1956.

  22. Clarimundo Pena de Morais: Exercia com eficiência as funções de tratorista. Eis um fato pitoresco acontecido com esse tratorista, em Brasília. Ao abrir uma "picada" no meio do cerrado, nas imediações do Catetinho, não retornou ao acampamento como de costume. Preocupados com a demora, os colegas saíram à sua procura, seguindo o rasto deixado pelo trator. Depois de muito andarem, encontraram o trator fora de sua rota. A máquina estava parada, com a lâmina enterrada no chão, junto a um barranco, ao pé do tronco de uma árvore robusta e com o motor "apagado". Clarimundo encontrava-se debruçado sobre o volante do trator, dormindo e embriagado. Só não houve um acidente de grandes proporções devido ao fato de a árvore ser muito resistente, impedindo que o trator continuasse sua trajetória. O tratorista foi "convidado" a retornar a Araxá "mais cedo".

  23. Izaurino de Almeida: Foi um dos dois pedreiros que seguiram de ônibus para Brasília, no dia 28 de outubro de 1956, cerca de dez dias após a ida dos primeiros funcionários. Teve a incumbência de fazer acabamentos no Catetinho, já concluído. Este pedreiro só retornou no dia 20 de novembro e os outros trabalhadores, no início do mesmo mês. Após sua demissão da FERTISA, passou a exercer atividades de mestre-de-obras em construções particulares. Foi casado com a Sra. Maria de Lourdes Almeida com quem teve cinco filhos: Sirlei, Cirene, Aluízio Antônio (Tonho), Diriex e Sirlaine. Residia na rua Funcionário João Rosa, nº. 56, no bairro Santa Luzia.

  24. Domingos José da Silva: Este foi o outro pedreiro que seguiu para Brasília no dia 28 de outubro, junto com o Izaurino (mencionado no item anterior), para a execução dos serviços de acabamento no Catetinho.


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Anexo II



Breve histórico dos funcionários da FERTISA que trabalhavam nas obras da Fábrica de Fosfato Natural de Araxá e na sede em Belo Horizonte e que participaram da construção do Catetinho



  1. Eduardo de Campos Montandon: Conhecido popularmente por Ducão ou Duca, pertencia ao quadro de funcionários da FERTISA, onde ocupava o cargo de zelador de imóveis. Era sobrinho do ex-senador João Jacques Montandon. De porte avantajado, fala fina, dotado de muita coragem e bastante astucioso, prestava colaboração também junto à Delegacia de Polícia, na manutenção da ordem e da segurança. Tratava-se de uma pessoa enérgica, porém afável no trato pessoal e fiel aos seus amigos, tendo sido um forte correligionário político do senador Montandon. Tinha participação ativa nas acirradas campanhas eleitorais disputadas entre os tradicionais partidos PSD e UDN, nas décadas de 1940 e 1950. Na segunda metade dos anos 50, época em que estava sendo construída a Fábrica de Fosfato, Duca realizava constantes caçadas de perdizes e codornas nos campos da região de Araxá, em companhia do engenheiro Roberto Penna e do fiscal de obras Oswaldo Moreno, ambos funcionários da FERTISA. Ao seguir para Brasília, Duca levou consigo seu "cachorro perdigueiro" e os petrechos de caçada. Nos campos ao redor da Fazenda do Gama, como um bom caçador, sempre trazia aves e animais proporcionando uma melhoria nas refeições dos operários durante a construção do Catetinho. Era morador da rua Carvalho Lopes nº. 204, em Araxá.

  2. Oswaldo Moreno: Esse funcionário exercia as funções de fiscal de obras. Era irmão do Sr. Jarbas Moreno, competente almoxarife da FERTISA (cuja assinatura encontra-se aposta no rodapé do documento apresentado no item 2.4). Em 1954 ambos vieram de Belo Horizonte para Araxá, a convite do Dr. Roberto Penna, para trabalharem nas obras de construção da Fábrica de Fosfato desde o seu início.

  3. Samuel de Brito: Topógrafo, lotado na sede da FERTISA, em Belo Horizonte. Vinha constantemente a Araxá, onde realizava levantamentos topográficos na área da jazida de apatita no Barreiro e no canteiro de obras de construção da Fábrica de Fosfato.

  4. Dalton Fonseca: Esse motorista era lotado, também, na sede da empresa e acompanhava o topógrafo nas suas vindas a serviço em Araxá.

  5. Carlos Caetano do Rego: Apesar de esse funcionário ser lotado no quadro de pessoal da sede, morava em Araxá. Era um excelente desenhista e executava também serviços de topografia.

  6. Ademides Alves Soares: Esse funcionário era auxiliar de topógrafo, lotado em Belo Horizonte e, eventualmente, prestava serviços na Fábrica de Fosfato, em Araxá.


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Anexo III



Recorte do jornal Estado de Minas (sem data), artigo intitulado: Roberto Magalhães Penna - Comenda a um pioneiro
Clique na imagem para ampliar.



Recorte do Estado de Minas



Identificação das imagens do recorte do jornal Estado de Minas (citado no item 2.6)



  1. Fotografias, à esquerda: Dr. Roberto Magalhães Penna e, ao lado, um rádio transmissor-receptor. Na parte esquerda inferior, anúncios.

  2. Fotografia superior, à direita: Ao fundo, do lado esquerdo, vê-se uma parte da antiga sede da Fazenda do Gama. Em frente, vêem-se alguns funcionários da FERTISA, posicionados ao lado da carroceria do caminhão CITROËN. São eles: Oswaldo Moreno (de bigode e chapéu), fiscal de obras; Eduardo Campos Montandon, o Duca ou Ducão (de chapéu, segurando seu cachorro perdigueiro), zelador de imóveis; José Juvêncio, o Marcha-ré (de chapéu e macacão escuro), escavadeirista; Ramiro Moreira (de paletó com as mãos para trás), pedreiro; não identificado (com a mão esquerda no bolso); Rubens de Lucca (aparece só o seu rosto, está atrás da pessoa não identificada.), mecânico; Paulo Müller, mestre-de-obras; dois funcionários não identificados (ambos estão atrás do Sr. Paulo Müller, posicionados ao lado da cabine do caminhão, um deles está de chapéu); não identificado (de braços cruzados); João Fausto Filho, o Joca; Dr. Roberto Penna, engenheiro civil (aparece só o rosto, de chapéu, atrás do Joca); não identificado; Alberto Radespiel, carpinteiro; Antônio Jacinto Duarte (com os braços cruzados), carpinteiro; Benedito Martins 2º (de macacão escuro e "kep" ou "chapéu de guarda"), motorista; não identificado (de chapéu); não identificado e Josué Ferreira da Silva (último à direita de macacão e boné), ajudante de oficina. Em pé, em cima da carroceria do caminhão, da esquerda para a direita: Abrão Vaz da Silva (de paletó), trabalhador braçal; Francisco Batista da Costa, o Ipi (com o pé apoiado na carroceria do caminhão), carpinteiro; Miguel Pereira da Cunha, o Miguilim, de chapéu (funcionário da firma de Pedro Costa), bombeiro hidráulico; Sirilo Machado (em pé, em cima da borda da carroceria do caminhão), trabalhador braçal; não identificado; Dimas Mário (de chapéu), pedreiro e o último à direita, não identificado.

  3. Fotografia menor, no centro folha: Ao fundo vê-se uma barraca de lona. Da esquerda para a direita: Oswaldo Moreno (de chapéu, com o pé esquerdo apoiado numa tora de madeira), fiscal de obras; Eduardo Campos Montandon, o Duca (segurando o joelho esquerdo com as mãos), zelador de imóveis; não identificado e Dr. Roberto Penna (último à direita, segurando o chapéu).

  4. Fotografia menor, do lado direito: Do lado esquerdo dessa fotografia, vê-se a parte da traseira da caminhonete DODGE, levada de Araxá. Ao fundo, aparece o Catetinho em construção, com uma pessoa debruçada no corrimão de madeira. Ao centro, um grupo de cinco pessoas, onde se vêem Oscar Niemeyer e Juca Chaves.


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1 Esse "Cruzeiro" era uma grande cruz de madeira, encimada por um crucifixo, uma torquês, um martelo, uma escada e alguns pregos, simbolizando o calvário de Jesus. Fora fixado na praça que dava acesso ao antigo "Corredor do Córrego de Sal". Ao pé desse madeiro, os devotos se reuniam em orações. Nas ocasiões de estiagem prolongada, viam-se os peregrinos carregando vasilhas com água até esse local para cumprirem promessas, pedindo chuva. Parece que o mencionado "Cruzeiro" serviu de referência para se dar o nome à atual rua Santa Cruz, situada nos fundos da APAE, assunto aberto a pesquisas.
2 Depoimento oral do Sr. Edy Fausto, concedido ao autor, em 24 jul. 2007.
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